Melhora na competitividade e quebra na Argentina fazem soja fechar 06/12 em alta
Confira a análise diária que o economista Luiz Carlos Pacheco, da T&F Consultoria, faz para o portal Rural News sobre o comportamento da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) e os fatores que estão influenciando as cotações do cereal.
Os preços da soja subiram na sessão diária em Chicago após as quedas dos três dias anteriores. Entre os motivos da recuperação e das compras dos investidores, destaca-se a falta de umidade em grandes áreas agrícolas da Argentina, que levou ontem a Bolsa de Cereais de Buenos Aires a reduzir de 10 para 8% a proporção de soja em estado excelente/ bom, ante os 50% vigentes há um ano.
- SOJA JAN/23: +2,28% OU $33,50 CENTS/BUSHEL A $ 1466,75;
- SOJA MAI/23: +1,39% OU $20,50 CENTS/BUSHEL A $ 1477,50;
- FARELO JAN23: +2,86% OU $ 14,0/TON CURTA A $ 488,7;
- ÓLEO JAN/23: +2,00% OU $1,26/LIBRA-PESO A $ 62,94
Além disso, as chuvas previstas para a próxima semana podem, mais uma vez, ser insuficientes para reverter o atual quadro de déficit hídrico. Nesse contexto, traders dão como certo que o USDA ajustará sua estimativa para a safra argentina na próxima quinta-feira das 49,50 milhões de toneladas calculadas em dezembro. Acredita-se que a nova cifra ficará na faixa de 41 a 44 milhões de toneladas.
EUA-EXPORTAÇÕES NORMAIS
Em seu relatório semanal sobre as exportações dos Estados Unidos, desta vez para o segmento de 23 a 29 de dezembro, o USDA levantou vendas de soja 2022/2023 de 721 mil toneladas, pouco acima das 705,8 mil toneladas do relatório anterior e dentro do intervalo esperado pelo setor privado, entre 400.000 e 1.200.000 toneladas. A China, com 421,8 mil toneladas, incluindo 71,4 mil toneladas destinadas a destinos desconhecidos, foi a maior compradora de grãos dos Estados Unidos.
NOVA VENDA DE SOJA
Em seus relatórios diários, o USDA confirmou hoje uma nova venda de soja para destinos desconhecidos, de 132 mil toneladas.
