Clima na Argentina continua afetando cotações de soja na Bolsa de Chicago
Chuvas muito esperadas voltaram a cair em importantes regiões de cultivo da Argentina, onde as perdas já são consideráveis.
Os preços da soja iniciaram a manhã de segunda-feira, 23/01, com mais perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), com queda de 15 cents, voltando a trabalhar abaixo da importante marca de U$15,00, depois de algumas semanas.
Chuvas muito esperadas voltaram a cair em importantes regiões de cultivo da Argentina, onde as perdas já são consideráveis. Diversos levantamentos apontam para uma colheita inferior a 40,0MT. Segundo o analista de mercado, Camilo Motter, da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR, as perdas avançam para além de 10,0MT em razão das irregularidades climáticas. Caso haja normalização do clima, sobretudo diante da expectativa de término do La Niña, a tendência é que as perdas sejam estancadas.
De acordo com boletim do USDA, as exportações de soja dos EUA somam 45,4MT até aqui, na temporada, ante 43,1MT do mesmo período do ciclo passado. Os embarques, porém, estão ligeiramente atrasados – somam 31,7MT, contra 33,4MT.
Camilo destaca que a colheita da safra brasileira de soja chega a 1,7% - bastante atrasada em relação aos 5% do mesmo ponto do ano passado e dos 2,7% de média. Os dados fazem parte do levantamento semanal realizado pela consultoria Safras & Mercado. No Mato Grosso, os trabalhos estão em 6% (13% da mesma data do ano passado) e no Paraná, em 0,5% (8%).
Segundo o analista, as indicações de compra do mercado doméstico vivem a gangorra entre alta do câmbio e pressão dos preços internacionais. O interesse de venda segue restrito. No MT, o IMEA aponta que 40,7% da produção está comercializada, ante 51,3% da mesma data do ano passado. O volume de vendas, no entanto, tende a acelerar na medida em que produto novo chegar com mais intensidade ao mercado. Prêmios no spot são indicados na faixa de 60/80 e, para fevereiro, entre 45/65.
