Mercado do milho segue pressionado na CBOT
Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago chegam ao intervalo nesta manhã de quinta-feira, 18/05, com perda de 11 cents, a U$ 5,50/julho. Os meses mais distantes tem perdas menores, na faixa entre 5 a 8 pontos. Ontem, a CBOT encerrou com baixa de 19 cents/julho. A posição dezembro, principal referência para a safra dos EUA, é cotada neste momento em U$ 4,93. Na BMF, julho opera em R$ 52,20 (-4,3%) e setembro em R$ 55,30 (-3,8%).
De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cacavel/PR o mercado segue pressionado diante das incertezas sobre a economia global, sobretudo, com a desaceleração da economia chinesa. Além disso, nos EUA e a alta dos juros que preocupa. Além disso, a China vem cancelando sucessivas compras de milho norte americano; nos últimos dias foram mais 0,27MT.
O plantio da nova safra norte-americana está entre 70% / 80% e, por enquanto, o clima segue dentro da normalidade, com bom desenvolvimento inicial das lavouras.
Para completar o quadro baixista tem a renovação do acordo sobre o corredor de exportação da produção ucraniana pelo Mar Negro, anunciada ontem pela ONU, com duração de 2 meses. Dessa forma, o trigo na CBOT cai ainda mais e ajuda a pressionar a cotação das demais commodities, sobretudo do milho.
Mercado Interno
No mercado interno o ritmo se mantém lento e pressionado, com raros compradores indicando compras neste momento. Segue o interesse por vendas para desocupar armazéns. Além disto, avanço da colheita de verão, bom aspecto das lavouras de safrinha e acomodação das cotações internacionais prevalecem na formação do preço doméstico. Os primeiros relatos sobre colheita da safrinha no Mato Grosso indicam produtividade acima da média histórica.
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