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Políticas públicas de pesca seguem sem participação social

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Políticas públicas de pesca seguem sem participação social

A gestão do uso dos recursos pesqueiros marinhos precisa equilibrar as diferentes visões e aspirações das pastas pesqueira e ambiental e, sobretudo, evitar o engessamento do ordenamento pesqueiro observado em um passado não muito distante.

O governo que iniciou em janeiro de 2023 trouxe o diálogo e a participação social nas tomadas de decisão como bandeiras para construção das políticas públicas. No que trata da política pesqueira, a participação social se dá, ou pelo menos deveria se dar, nos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs).

No entanto, a primeira notícia do Executivo para a agenda foi a suspensão de suas reuniões por tempo indeterminado -- o que faz deste artigo uma repetição desalentadora das manifestações Públicas da Oceana nos últimos anos sobre os CPGs, extintos pelo Decreto 9.759/2019.

https://www.youtube.com/watch?v=Z6unteN4EiI

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Além disso, a histórica instabilidade no funcionamento desses Comitês é uma das -- se não a principal -- causa da precariedade do ordenamento da pesca no Brasil. Por exemplo, não se tem registro de reuniões formais do CPG Demersais Sudeste e Sul, responsável por gerenciar algumas de nossas mais importantes pescarias industriais e artesanais.

Não se espanta que algumas frotas demersais ainda sejam regradas por portarias publicadas na década de 1980, um verdadeiro absurdo sob qualquer ótica, seja ela ambiental seja socioeconômica.

https://www.youtube.com/watch?v=Zw-kXutwtoQ

Dia 1º de maio, terão início as safras de espécies de grande interesse comercial, como a tainha, o pargo e a lagosta. Os três recursos são muito importantes para exportação e subsistência de milhares de famílias.

No entanto, a tomada de decisão sobre seu regramento continua alienada de uma escuta sistemática e saudável da sociedade que está, em seu mais amplo espectro, pronta para contribuir. Ressalta-se ainda o fato de que tanto a pesca da tainha quanto a da lagosta envolvem milhares de pescadoras e pescadores artesanais, público caro a um governo sabidamente popular

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