Soja continua seguindo movimento de queda na Bolsa de Valores de Chicago
Os preços da soja, em Chicago (CBOT), seguem em queda nessa quarta-feira, 31/05, dando sequência às acentuadas perdas iniciadas na sessão anterior, quando as cotações cederam mais de 3%. Nessa manhã a posição julho perde 14 cents, cotada em U$ 12,82.
Em suma, “nada está tão ruim que não possa piorar”. É o menor patamar de preços desde dezembro de 2021, quando iniciava a grande estiagem que assolou o Sul do Brasil, Paraguai e boa parte da Argentina.
De acordo com o analista de mercado, Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cascavel/PR a forte pressão é atribuída ao posicionamento dos investidores, que fogem das aplicações dos ativos de risco diante da redução do crescimento chinês e das dúvidas sobre a ampliação do teto de gastos do governo norte-americano. Do lado fundamental pesa a boa evolução do plantio da safra dos EUA, que conta com clima favorável. Além da grande oferta brasileira e a demanda enfraquecida.
No fim da tarde de ontem, o USDA informou que o plantio da safra de soja dos EUA chega a 83%, ante 64% do mesmo ponto do ano passado e 65% de média histórica. Houve avanço de 17 pontos percentuais na semana. Cinquenta e seis por cento das áreas estão germinadas, contra 36% da mesma data de 2022.
Mercado Doméstico
Além disso, o mercado doméstico, os preços seguem sob pressão. De acordo com o indicador ESALQ, o preço cotado para a soja em Paranaguá é o mais baixo desde agosto de 2020. A média de preços neste porto, de janeiro/2020 até hoje é de R$ 160,00 (ou U$ 30,60) por saca. O valor em Reais, neste período, além de melhores preços externos, contou também com forte ajuda da alta do câmbio.
De maneira geral, a comercialização segue atrasada, se mantém em ritmo lento, com muitos produtores, nessa altura, apostando em eventuais percalços na evolução da safra norte-americana.
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