Soja fecha última semana do ano com quinta alta consecutiva na Bolsa de Chicago
Além da intenção dos investidores de realizar lucros após os aumentos dos três dias anteriores, o mercado continua focado na situação da Argentina, onde o déficit de umidade atrasou fortemente o plantio e onde as projeções de produção estão sendo reformuladas.
Os preços da soja sobiram pelo quinto dia consecutivo na Bolsa de Chicago (CBOT) e fecharam esta sexta-feira, 30/12, no mesmo patamar do farelo e apesar da queda do petróleo. A Argentina continua sendo um dos principais fundamentos otimistas para a oleaginosa, devido ao déficit hídrico prolongado que afeta as lavouras e tem estimadores ajustando seus números.
- SOJA JANEIRO: +0,70% OU +$10,50/BUSHEL A 1508,75;
- FARELO: +3,10% OU $14,4 CENTS/TON CURTA A $ 464,1
- ÓLEO: -3,54% OU $2,35/LIBRA-PESO A $ 64,05.
Em geral, as empresas privadas prevêem que o volume da produção argentina para 2022/2023 fique um pouco acima de 40 milhões de toneladas, longe dos 49,50 milhões projetados pelo USDA em dezembro. Além disso, o fim da segunda edição do regime especial de câmbio para liquidação da soja também contribui para a tendência de alta, já que as operações voltarão a desacelerar.
Em seu relatório semanal sobre as exportações dos Estados Unidos, desta vez para o segmento de 16 a 22 de dezembro, o USDA registrou vendas de soja de 705,8 mil toneladas, abaixo das 736 mil toneladas do relatório anterior, mas dentro da faixa esperada. entre 500.000 e 900.000 toneladas. A China, com 521,2 mil toneladas, incluindo 334 mil toneladas indicadas para destinos desconhecidos, foi o principal destino das vendas.
Além disso, em seus relatórios diários, o USDA confirmou hoje uma nova venda de soja para destinos desconhecidos, de 186 mil toneladas.