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Milho inicia manhã de quarta-feira com ganhos de 4 cents
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Cereal inicia recuperando-se parcialmente das quedas de dois pregões consecutivos, como o de ontem, quando mercado fechou com 15 pontos de baixa, acumulando perdas superiores a 4% nas duas sessões da semana.
Na CBOT, preços do milho chegam ao intervalo desta manhã com ganhos de 4 cents, a U$ 5,95/setembro, recuperando-se parcialmente das quedas de dois pregões consecutivos. Ontem, mercado fechou com 15 pontos de baixa, acumulando perdas superiores a 4% nas duas sessões da semana.
– O mercado de milho recebe sinais mistos nesta semana:
a) Primeiramente, o acordo firmado para escoamento da produção ucraniana pressionou o mercado; contudo, desde seu início, na sexta-feira passada, apenas um navio com 26 mil tons de milho deixou o porto de Odessa (em direção ao Líbano). A execução do acordo está a passos de tartaruga. E é importante lembrar, que tem mais de 15 navios que estão atracados nos portos do Mar Negro desde antes do início da guerra e que ainda não foram liberados.
b) O outro ponto é o clima norte-americano, que se apresenta bastante conturbado. No final de semana passado, houve melhora na umidade do solo em 10 estados produtores, enquanto em outros 8 estados houve piora. Esta foi a primeira vez em três semanas em que houve melhora na umidade do solo de forma mais generalizada, mas a previsão para os próximos dias não é animadora. Dentre os estados que apresentam aumento da umidade pode-se citar Kentucky, Ohio, Illinois, Minnesota, Indiana, Tennessee e Wisconsin. Dentre os que apresentam deterioração da umidade estão Nebraska, Kansas, Mississippi, Louisiana e Michigan.
– De acordo com o USDA, a União Europeia, que vive uma forte onda de calor e baixo volume de chuvas, deve produzir 64,0MT de milho nesta temporada (2022/23), ante 71,0MT do ciclo anterior. As exportações são projetadas em 4,2MT, ante 6,0MT da safra passada; já, as importações estão previstas em alta, passariam de 15,5MT para 16,3MT.
– Conforme a projeção da ANEC, as exportações brasileiras de milho podem alcançar 7,0MT neste mês de agosto, ante 4,3MT de agosto do ano passado. Até o final de julho foram despachadas 7,6MT, numa temporada em que se espera exportações de cerca de 38,0MT.
– Segundo DERAL, a colheita da safrinha atinge 57% no Paraná, com produção estimada em 14,6MT, bem acima das 5,7MT da safrinha de 2021. As condições das lavouras ainda por colher, são: 67% boas/excelentes, 25% regulares e 8% ruins. Sete por cento estão em fase de frutificação e 93% em maturação.
– Mercado doméstico se mantém travado, ainda pressionado pelo avanço da colheita. Além disto, muitas empresas se mantêm fora do mercado, com atenção voltada para o recebimento de contratos negociados antecipadamente. A alta dos fretes é outro fator limitante na formação do preço.
– As atenções se voltam com mais afinco para as irregularidades climáticas nos campos do Meio Oeste e da Europa. O comportamento da CBOT, bem como do câmbio e dos prêmios nos portos, está no radar dos participantes, uma vez que formam o preço de exportação. Os níveis de paridade externa devem balizar o comportamento dos preços domésticos na maioria das regiões produtoras do país.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 79,00/81,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 86,00/88,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

Editor RuralNews
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