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23 frigoríficos são autuados pelo Ibama por compra de gado em áreas desmatadas

Foto do autor Francieli Galo
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23 frigoríficos são autuados pelo Ibama por compra de gado em áreas desmatadas
69 propriedades rurais que criavam e vendiam gado foram identificadas pela fiscalização do IBAMA

Segundo nota oficial, Ibama alegou que investigação identificou que os estabelecimentos adquiriram animais criados em áreas embargadas por desmatamento ilegal na Amazônia

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuou 23 frigoríficos por adquirirem animais criados em áreas embargadas por desmatamento ilegal na Amazônia.

Dois frigoríficos autuados negaram as acusações na segunda-feira (28/10). Três frigoríficos foram embargados por estarem funcionando sem a licença ambiental ou em desacordo com a licença concedida. Agora, as irregularidades constatadas serão comunicadas ao Ministério Público Federal para a adoção de medidas cíveis e criminais pertinentes, segundo a autarquia.

As investigações do Ibama, dentro da Operação Carne Fria 2, identificaram 69 propriedades rurais que criavam e comercializavam aproximadamente 18 mil cabeças de gado em 26 mil hectares de áreas embargadas por desmatamento ilegal.

154 autos de infração tinham sido emitidos pelo Ibama até a semana passada, totalizando R$ 364,5 milhões em multas. 8.854 cabeças de gado produzidas nas áreas embargadas foram apreendidas, segundo a a autarquia.

A operação aconteceu nos municípios de Novo Progresso, Santarém, Altamira, São Félix do Xingu, Igarapé-Açú, Portel, Anapú, Pacajá, Novo Repartimento, Ipixuna, Tomé-Açú e Bom Jesus do Tocantins, no Pará, e nos municípios de Boca do Acre e Lábrea, no Amazonas.

Firoríficos negam irregularidades

A JBS negou que as compras foram feitas em áreas indicadas pelo Ibama como embargadas e apresentou as Guias de Trânsito Animal (GTA) relativas às aquisições do fornecedor citado, demonstrando que as propriedades estavam em conformidade com a legislação vigente e com a política de compras de matéria-prima da companhia.

Também a Frigol negou que sua unidade autuada, em Água Azul do Norte (PA), tenha realizado compras de gado de duas propriedades que estão em áreas embargadas pelo Ibama. Segundo a empresa, uma das propriedades jamais forneceu gado para a Frigol e outra foi bloqueada em 2018 pelo sistema de monitoramento da empresa, justamente pelo fato de constar na lista de áreas embargadas do Ibama, a qual sempre consultamos previamente à realização de qualquer compra de gado.

O frigorífico também disse que as autuações do Ibama para a empresa foram baseadas somente em GTAs, que são autodeclaratórias, ou seja, emitidas pelos proprietários com dados e informações que eles próprios fornecem, a seu critério. Segundo eles, é feito um monitoramento de 100% dos fornecedores diretos de gado por meio de sistema de geomonitoramento em todos os biomas onde atua.

Carlos Azevedo Linhares
Cristiano é um executivo muito competente. Já tem um histórico na companhia. Com certeza, a UPL está em boas mãos!

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