NOTÍCIAS DO AGRO > nacional > eventos

Setor sucroenergético debate futuro e mercado em evento

Foto do autor Jair Reinaldo
Publicado em:
Setor sucroenergético debate futuro e mercado em evento
Painel “Etanol, Petróleo, Geopolítica e COP-30 – Reflexos para o Produtor de Cana” discutir efeitos do cenário internacional de energia sobre a canavicultura Foto: Pilan Comunica

Primeiro dia do Cana Summit 2026 reúne especialistas e produtores para discutir geopolítica, mercado e inovação na canavicultura

O primeiro dia do Cana Summit 2026 antecipou discussões relevantes para o setor sucroenergético, com foco em temas estratégicos que impactam diretamente a produção de cana-de-açúcar no Brasil. O evento, promovido pela ORPLANA, foi realizado nesta quarta-feira (15), em Ribeirão Preto (SP), reunindo representantes do poder público e agentes da cadeia produtiva.

Ao longo da programação, cinco painéis abordaram questões centrais para o produtor rural, incluindo cenários geopolíticos, mercado e desafios enfrentados no campo. Um dos destaques foi o debate “Etanol, Petróleo, Geopolítica e COP-30 – Reflexos para o Produtor de Cana”, que reuniu especialistas para analisar os impactos do cenário internacional de energia sobre a canavicultura.

Publicidade

Durante o painel, foi destacado que tensões envolvendo grandes players globais, como Estados Unidos e Irã, influenciam diretamente o mercado energético, especialmente pela relevância do fluxo de petróleo no Golfo. Esse contexto reforça a importância estratégica do Brasil na transição energética, com potencial de valorização da produção de cana.

Futuro da cana e adaptação do setor

Outro painel relevante, “O Futuro da Cana – Da Produção ao Mercado”, discutiu como fatores produtivos e dinâmicas de mercado devem moldar os próximos passos da cultura no país. A análise trouxe maior clareza sobre os desafios e oportunidades para os produtores diante das transformações em curso.

Durante o debate, foi reforçado que a cana-de-açúcar seguirá como atividade relevante no cenário produtivo, mas exigirá adaptação. A concorrência com outras culturas, como o milho, e a evolução das usinas para modelos mais tecnológicos, como biorrefinarias, foram apontadas como tendências importantes.

A programação também incluiu painéis sobre escala de produção, evolução do perfil do produtor e a inserção da cana no mercado de capitais, ampliando o olhar sobre a cadeia sucroenergética.

Segundo dia traz temas tributários e energéticos

A programação do evento segue nesta quinta-feira (16), com debates voltados à conversão do uso de diesel para etanol e aos impactos da reforma tributária para os produtores de cana.

O encerramento será marcado pela formalização de um Memorando de Entendimentos entre ORPLANA e UNICA sobre o Consecana-SP, com a definição de novas diretrizes para a remuneração dos produtores e a governança do modelo.

O Cana Summit 2026 reforça a importância do diálogo entre produtores, indústria e especialistas, consolidando-se como um espaço estratégico para discutir o presente e o futuro da canavicultura no Brasil.

Publicidade
Banner publicitário