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Milho sobe nas bolsas, mas mercado brasileiro segue travado

Foto do autor Camilo Motter
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Milho sobe nas bolsas, mas mercado brasileiro segue travado
Alta nas bolsas contrasta com ritmo lento de negócios no mercado interno de milho

Alta em Chicago e na B3 é sustentada por vendas dos EUA, enquanto ritmo lento de negócios marca o cenário interno

O milho registra leve alta nas bolsas nesta quarta-feira (22), com o contrato maio em Chicago cotado a US$ 4,55 por bushel, avanço de cerca de 2 pontos. Na B3, os contratos também sobem, com maio a R$ 68,60 e junho a R$ 68,80, indicando recuperação após as recentes quedas.

De acordo com a Granoeste Corretora, o mercado internacional é sustentado principalmente pelas boas vendas do milho norte-americano, enquanto agentes seguem atentos ao cenário geopolítico, ao clima no Brasil e ao andamento do plantio nos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio da nova safra já atinge 11% da área, em linha com o mesmo período do ano passado e acima da média histórica de 9%. O ritmo adequado ajuda a reduzir preocupações iniciais, mas o clima segue no radar.

Na América do Sul, a projeção para a safra argentina 2026/27 indica produção de 56,5 milhões de toneladas, abaixo das 61 milhões da temporada anterior. A redução também se reflete nos estoques finais, estimados em 5,7 milhões de toneladas, o que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Brasil: colheita avança, mas demanda retraída limita negócios

No Brasil, a colheita do milho verão chega a 59,4% da área, segundo a Conab, avanço em relação à semana anterior, mas ainda abaixo do ritmo do ano passado e da média histórica.

Mesmo com o progresso da colheita, o mercado doméstico segue sem direção clara. Após quedas recentes nos preços, os compradores adotaram postura mais cautelosa, reduzindo o volume de negociações.

Na prática, poucos negócios vêm sendo registrados, o que trava a comercialização e aumenta a incerteza para o produtor, especialmente neste momento de transição para a safrinha.

Os preços variam conforme a região e as condições de entrega, refletindo fatores logísticos e prazos de pagamento.

De acordo com a Granoeste, o mercado segue sensível aos movimentos externos e ao comportamento da demanda interna, que ainda não mostra sinais consistentes de retomada.

O câmbio, por sua vez, opera estável próximo de R$ 4,97, fator que também influencia a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

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Editor RuralNews
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