Soja sobe em Chicago com mercado atento ao plantio nos EUA
Alta externa, avanço da safra americana e exportações brasileiras sustentam preços no mercado global
A soja voltou a operar em alta na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (22), com o contrato maio cotado a US$ 11,77 por bushel, avanço de cerca de 2 pontos no início do dia. De acordo com a GranoesteCorretora, o movimento dá continuidade ao desempenho positivo da sessão anterior e reflete um mercado atento a fatores externos e ao andamento da nova safra nos Estados Unidos.
Os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia seguem influenciando o mercado global, principalmente pelo impacto sobre o petróleo, o que acaba dando suporte às commodities agrícolas. Ao mesmo tempo, os investidores monitoram o ritmo do plantio norte-americano, que já alcança 12% da área, acima dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e também da média histórica de 5%.
As condições climáticas também entram no radar. A previsão de chuvas em boa parte do Meio-Oeste pode favorecer o avanço dos trabalhos no campo, embora áreas mais ao norte ainda apresentem baixa umidade, o que mantém um viés de atenção no curto prazo.
Brasil: colheita avança e exportações seguem em ritmo forte
No Brasil, a colheita da soja atinge 88,1% da área, segundo a Conab, praticamente em linha com a média histórica, ainda que abaixo do ritmo observado no ano passado.
As exportações seguem firmes. Em março, o país embarcou 14,52 milhões de toneladas, volume próximo ao registrado no mesmo período de 2025. No acumulado da temporada, iniciada em fevereiro, os embarques somam 21,6 milhões de toneladas, superando levemente o ciclo anterior.
Esse desempenho ajuda a equilibrar o mercado, mesmo em um cenário de ampla oferta interna.
Preços e prêmios seguem sustentados
No mercado físico, os preços permanecem sustentados, acompanhando o cenário internacional. Os prêmios seguem positivos, variando entre 30 e 45 pontos no mercado disponível, com ajustes ao longo dos próximos meses.
As indicações de compra variam conforme a região e as condições de entrega, refletindo fatores como logística, prazo de pagamento e demanda pontual.
De acordo com a Granoeste, o mercado segue sensível ao avanço da safra norte-americana e ao ritmo das exportações brasileiras, que devem continuar sendo determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.
