Milho recua em Chicago e mercado interno segue travado
Mercado monitora clima nos EUA e no Brasil, enquanto negociações seguem lentas no mercado doméstico
Os preços do milho operam com leve queda na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira, próximos de US$ 4,53 por bushel, em um mercado equilibrado entre fatores de sustentação e pressão de oferta global.
Segundo análise da Granoeste, o cenário internacional segue relativamente estável. De um lado, o petróleo e o bom ritmo das exportações norte-americanas dão suporte às cotações. De outro, a ampla oferta global limita movimentos mais fortes de alta.
O andamento do plantio nos Estados Unidos continua no radar. As atividades seguem em bom ritmo, mas a previsão de chuvas mais frequentes nas próximas semanas pode provocar interrupções pontuais nos trabalhos de campo.
Além disso, o clima no Brasil também entra na conta do mercado, especialmente neste momento em que a segunda safra está em fase crítica de desenvolvimento, etapa decisiva para a produtividade.
Mercado interno segue travado
No Brasil, o ritmo de negociações continua lento e sem uma direção definida. Após as recentes quedas nos preços, compradores adotam postura mais cautelosa, o que reduz o volume de negócios no físico.
Na B3, os contratos recuaram levemente, com o vencimento maio ao redor de R$ 68,35 e junho próximo de R$ 69,25. Já no mercado físico, as indicações de compra giram entre R$ 60,00 e R$ 63,00 no interior e entre R$ 68,00 e R$ 70,00 nos portos, a depender das condições de entrega.
O câmbio também influencia o cenário e opera em queda, próximo de R$ 4,95 por dólar, fator que pode impactar a competitividade das exportações.
Na prática, o produtor enfrenta um ambiente de mercado mais travado, com pressão externa e demanda interna mais fraca, exigindo atenção redobrada ao timing de comercialização.
