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Soja recua em Chicago com pressão do plantio nos EUA

Foto do autor Camilo Motter
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Soja recua em Chicago com pressão do plantio nos EUA
Soja recua em Chicago com avanço do plantio nos EUA e pressão externa

Mercado acompanha plantio acelerado nos EUA e clima mais úmido, enquanto prêmios e preços internos seguem firmes

Os preços da soja seguem em queda na Bolsa de Chicago e operam próximos de US$ 11,60 por bushel nesta quarta-feira, pressionados pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e por fatores externos que ampliam a volatilidade do mercado.

De acordo com levantamento da Granoeste Corretora, os contratos mais próximos já acumulavam perdas ao redor de 10 pontos na sessão anterior e continuam recuando, refletindo a expectativa de maior oferta global.

O ritmo da semeadura norte-americana é um dos principais vetores do movimento. Até o momento, o plantio já atinge 12% da área, acima dos 7% registrados no mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, previsões indicam aumento das chuvas em praticamente todo o Meio-Oeste, o que pode interromper temporariamente os trabalhos no campo, mas reforça o potencial produtivo.

Outro fator no radar do mercado é o comportamento do óleo de soja. Após atingir recentemente o maior nível desde dezembro de 2022, acima de 70 cents por libra-peso, o subproduto passou a encontrar resistência, influenciado principalmente pelas oscilações do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio e na Ucrânia.

Cenário no Brasil

No mercado físico, os prêmios seguem sustentados, com indicações entre 35 e 45 pontos no spot, além de valores firmes também para embarques nos próximos meses.

Os preços internos permanecem relativamente estáveis, com negociações girando em torno de R$ 118,00 a R$ 120,00 no interior e entre R$ 128,00 e R$ 130,00 nos portos, a depender de prazos e condições de entrega.

Apesar da pressão externa, esse nível de preços ainda garante oportunidades pontuais de comercialização. No entanto, o produtor segue atento ao câmbio, à evolução da safra americana e aos desdobramentos geopolíticos, fatores que devem continuar ditando o ritmo do mercado nas próximas semanas.

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Editor RuralNews
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