Paraná lidera produção de tilápia com 273 mil toneladas
São Paulo e Minas Gerais completam o ranking, enquanto Maranhão se destaca pelo maior crescimento entre os principais produtores
O Paraná manteve a liderança na produção de tilápia no Brasil em 2025, com 273,1 mil toneladas, volume que representa crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. O desempenho consolida o estado como principal polo da piscicultura nacional, segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
O avanço da atividade no estado está ligado à forte presença de cooperativas e agroindústrias, além da adoção de tecnologia e assistência técnica no campo, fatores que vêm sustentando o crescimento nos últimos anos.
Produção cresce e diversifica regiões
Na sequência do ranking, São Paulo aparece com 93,7 mil toneladas, registrando um dos maiores avanços do período, com alta de 54%. Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 77,5 mil toneladas, seguido por Santa Catarina, com 63,4 mil toneladas.
O Maranhão fecha o grupo dos cinco maiores produtores, com 59,6 mil toneladas, destacando-se pelo maior índice de crescimento entre os dez principais estados, com avanço de 9,36%.
Esse movimento indica a expansão da piscicultura para novas regiões, impulsionada por arranjos produtivos locais e maior organização da cadeia.
Crescimento impulsionado por tecnologia e mercado
O avanço da tilapicultura no Brasil está diretamente relacionado ao aumento da demanda por proteína de peixe e à evolução dos sistemas produtivos. A integração entre produtores, cooperativas e indústria tem permitido ganhos de escala e eficiência.
Estados como Minas Gerais e Santa Catarina também registraram crescimento relevante, com altas de 6,46% e 7,28%, respectivamente.
Outro destaque é o Ceará, que, embora fora do grupo principal, apresentou crescimento expressivo de 29,3%, indicando potencial de expansão da atividade em novas fronteiras.
Cadeia em expansão e oportunidades no campo
Na prática, o crescimento da produção de tilápia abre novas oportunidades para produtores rurais, tanto na diversificação de atividades quanto no acesso a mercados mais estruturados.
O avanço da cadeia também reforça o papel da piscicultura como alternativa de renda, especialmente em regiões com forte integração agroindustrial e acesso a tecnologia.
