Soja volta a operar em queda na CBOT
Os contratos negociados com soja em Chicago voltam a registar perdas nesta manhã de quarta-feira, 03/05, com menos 8 cents, a 14,02/julho. Ontem, depois de operar em boa alta, os preços cederam e fecharam com perdas de 16 cents.
De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR, o mau humor dos mercados volta a pressionar os preços dos ativos mundo afora. Queda no petróleo e perspectiva de desaceleração da economia norte-americana completam o quadro negativo. Além disso, os agentes estão focados na definição da taxa de juros nos EUA e no Brasil, que serão divulgadas na tarde de hoje.
O bom ritmo do plantio da nova safra norte-americana é outro ponto fundamental importante que limita uma melhor evolução dos preços. De acordo com levantamento do USDA, 19% da área já está semeada. Na mesma época do ano passado, o índice era de 7% e, na média histórica, de 11%.
Mercado Doméstico
Depois de um leve sentimento de alta, os preços domésticos voltam a ser pressionados diante de novas perdas na bolsa norte-americana. Os prêmios tendem a ir melhorando na medida em que termina a pressão de colheita. O câmbio volta a se firmar acima de R$ 5,00, mas pode ter vida curta se houver queda de juros nos EUA e manutenção da taxa no Brasil.
As exportações brasileiras de soja somaram 14,3MT em abril, ante 11,5MT de abril do ano passado. No acumulado desta estação, iniciada em fevereiro, o volume embarcado para o exterior chega a 29,5MT, contra 29,9MT do mesmo período do ciclo anterior. De acordo com dados da Secex. As exportações deste ano estão previstas em 93,0MT, ante 77,3MT da temporada passada.
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