CNA pede suspensão de pescado do Vietnã por risco sanitário
Entidade cita risco de doenças como TiLV e AHPND e cobra medidas preventivas para proteger a aquicultura nacional
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária a suspensão das importações de pescado do Vietnã e a manutenção da restrição já aplicada ao Equador, alegando riscos sanitários para a aquicultura brasileira.
O pedido foi formalizado em ofício enviado na última semana e tem como base a preocupação com a possível entrada de doenças de alto impacto produtivo no país. Segundo a entidade, há indícios da presença dessas enfermidades sem a devida notificação aos órgãos internacionais de controle sanitário.
Entre os principais riscos apontados estão o vírus da tilápia do lago (TiLV), identificado no Vietnã, e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND), registrada no Equador. Ambas são associadas a altas taxas de mortalidade e prejuízos econômicos relevantes na produção aquícola.
Risco sanitário e impacto na produção
De acordo com a CNA, a eventual introdução desses patógenos no Brasil poderia comprometer toda a cadeia produtiva, afetando desde a produção até a segurança sanitária dos alimentos.
Além disso, a entidade destaca a ausência de planos estruturados de contingência para lidar com essas doenças no país, o que aumentaria a vulnerabilidade do setor diante de uma eventual contaminação.
Na prática, o risco sanitário pode se traduzir em perdas diretas ao produtor, redução da oferta e impactos no mercado interno e nas exportações de pescado.
Medida preventiva e decisão em análise
A CNA reforça que a proposta não tem caráter protecionista, mas sim preventivo, com o objetivo de garantir que o comércio internacional ocorra dentro de padrões sanitários equivalentes aos exigidos dos produtores brasileiros.
O pedido agora está sob análise do Ministério da Agricultura, que deverá avaliar critérios técnicos e estratégicos antes de tomar uma decisão.
Para o setor aquícola, o desfecho pode definir o nível de exposição a riscos sanitários e influenciar diretamente a competitividade da produção nacional nos próximos anos.
