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Queda do dólar e relatório de oferta e demanda voltam a impulsionar as cotações de soja

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Queda do dólar e relatório de oferta e demanda voltam a impulsionar as cotações de soja

A soja inicia a manhã de terça-feira, 11/04, em alta de 7 cents , a U$ 14,94/maio, nos futuros de Chicago (CBOT). Ontem houve perdas de 5 cents.

De acordo com o analista de mercado, Camilo Motter, da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR, a queda persistente do dólar frente a outras moedas e posicionamento dos negociadores diante do relatório de oferta e demanda voltam a impulsionar as cotações.

Fundos passam a ficar “líquidos comprados”. Ou seja, o volume de posições compradas (long) pelos fundos é maior do que as posições vendidas (short) – sinal de que existe confiança num mercado altista.

Para o relatório de oferta e demanda de abril, que será apresentado nesta tarde, o mercado aguarda um novo corte nas estimativas de estoques dos EUA, para algo como 5,4MT, ante 5,7MT de março e 7,5MT do ano passado. Além disso, os estoques finais globais também devem sofrer novos ajustes negativos, em razão de cortes adicionais na safra argentina, que deverá ter sua estimativa de colheita fixada abaixo de 30,0MT – uma perda superior a 20,0MT no comparativo com as projeções iniciais.

De acordo com o levantamento da Conab, a colheita da safra brasileira chega a 78,2%, ante 84,9% do mesmo ponto do ano passado. Houve progresso de apenas 4 pontos na semana. No Mato Grosso, de acordo com o IMEA, com 99,4% dos trabalhos já concluídos, a colheita está praticamente finalizada.

As exportações brasileiras de soja somam até aqui, em abril, 3,8MT. Para o mês todo se espera embarques próximo de 14,0MT. No acumulado da estação, iniciada em primeiro de fevereiro, os embarques somam 19,0MT, ante 21,5MT do mesmo intervalo do ano passado.

Neste início, o bom ritmo das exportações foi prejudicado pelo atraso da colheita e pelos transtornos logísticos, sobretudo pelo excesso de chuvas nos portos. No ano passado o Brasil exportou 77,5MT; neste ano, com safra cheia, o volume está previsto em 92,0MT.

Mercado Interno

No mercado interno, as indicações de compra se mantêm pressionadas. As variáveis que formam o preço, CBOT, câmbio e prêmios, não prestam qualquer ajuda mais clara para uma melhor precificação.

Com a colheita entrando na reta final e com a acomodação do produto nos armazéns, o ritmo de negócios tende a permanecer lento.

Os prêmios nos portos brasileiros se mantém afundados no campo negativo – indicados na faixa de -140 / -120.

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Editor RuralNews
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